Especialidade de Mamíferos Avançado Respondida

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19 de novembro de 2018

Especialidade de Mamíferos Avançado Respondida


Especialidade de Mamíferos Avançado, se você não tem, vem conferir e não esquece de compartilhar com seus amigos!

Especialidade de Mamíferos Avançado

1. Ter a especialidade de Mamíferos.

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2. Que mamíferos de sua região são protegidos por lei? Por quê?

R: Onça-pintada (Pantera onça), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), mico-leão-dourado (Leontoptecus rosalia), todos correm risco de extinção devido a caça muitas vezes ilegal.

3. Como o processo de nascimento e cuidado dos filhotes difere os monotremos e marsupiais de todas as outras ordens de mamíferos?

R: Os monotremados e marsupiais são chamados aplacentários, por serem desprovidos de placenta. As demais ordens de mamíferos são placentárias, pois todo o processo de crescimento e desenvolvimento do feto é feito no útero e ele sai pronto de dentro da mãe. Os monotremados saem da mãe nos chamados ovos, para terminarem a formação. Os marsupiais saem sem estarem completamente formados e ficam no marsúpio (bolsa) da mãe até estarem em condições de viverem adequadamente.

4. Mencione cinco maneiras diferentes pelas quais os mamíferos protegem a si mesmos e aos seus filhotes e dar um exemplo de cada uma.

Camuflagem: veado.
Fingir de morto: sariguê.
Cavar: toupeira.
Rolar: tatu-bola.
Lutar: jaguar.
Fugir: gazela.

5. Conheça as seguintes zoonoses: febre maculosa, leishmaniose tegumentar americana, leptospirose, hantavirose, raiva, toxoplasmose e doença de Chagas. Sobre cada uma delas dizer:

FEBRE MACULOSA

a. Sinais e sintomas.
Febre acima de 39ºC e calafrios; Dor de cabeça intensa; Conjuntivite; Náuseas e vômitos; Diarreia e dor abdominal; Dor muscular constante; Insônia e dificuldade para descansar; Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés; Gangrena nos dedos e orelhas; Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando paragem respiratória.

b. Vetor/reservatório/hospedeiro.
carrapato estrela contaminado com a bactéria Rickettsia rickettsii.

c. Transmissão.
A transmissão ocorre através da picada do carrapato estrela contaminado com a bactéria Rickettsia rickettsii. Ao picar e se alimentar do sangue, o carrapato transmite a bactéria através de sua saliva. Mas é necessário um contato entre 6 a 10 horas para que isso aconteça, todavia a picada das larvas deste carrapato também podem transmitir a doença e não é possível identificar o local de sua picada, porque não causa dor.

d. Prevenção.
Utilizar calças, camisolas de manga comprida e sapatos, especialmente quando é necessário estar em locais com grama alta; Usar repelentes de insetos, renovando a cada 2 horas ou conforme a necessidade; Limpar os arbustos e manter o jardim sem folhas no gramado; Verificar todos os dias a presença de carrapatos no corpo ou nos animais domésticos; Manter os animais domésticos, como cães e gatos, desinfectados contra pulgas e carrapatos.

LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA

a. Sinais e sintomas.
Começa como um pequeno nódulo no local da picada do mosquito; Evolui para uma ferida aberta indolor, em algumas semanas ou meses; Cicatriza lentamente sem necessidade de tratamento entre 2 a 15 meses; Nódulos linfáticos podem estar inchados e dolorosos.

A lesão mede de alguns milímetros até alguns centímetros, tem uma consistência endurecida com bordas elevadas e um fundo avermelhado que pode conter secreções.

b. Vetor/reservatório/hospedeiro.
Mosquitos do gênero Lutzomyia, conhecidos como mosquitos palha

c. Transmissão.
A forma de contrair a doença é através da picada do mosquito, que se contamina pela Leishmania após picar pessoas ou animais portadores da doença, principalmente, cachorros, gatos e ratos, e, por isso, a doença não é contagiosa e não há transmissão de pessoa para pessoa.

d. Prevenção.
Usar repelentes, e evitar exposição nos horários de maior intensidade de mosquitos; Usar mosquiteiros de malha fina, bem como colocar telas em portas e janelas; Manter terrenos e quintais próximos limpos; Evitar lixos orgânicos no solo, para não atrair animais, como ratos, que podem conter a doença; Manter animais domésticos fora de casa durante a noite; Evitar construir casas com distância menor que 4000 ou 500 metros da mata.

LEPTOSPIROSE

a. Sinais e sintomas.
Febre alta que começa de forma repentina; Dor de cabeça; Dores pelo corpo, principalmente na panturrilha(batata da perna), costas e abdômen; Perda do apetite; Vômito, diarreia; Calafrios; Olhos vermelhos.

b. Vetor/reservatório/hospedeiro.
excrementos de animais infectados, como ratos de esgoto, cães e gatos.

c. Transmissão.
A leptospirose é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Leptospira, que é transmitida para pessoas através da urina e excrementos de animais infectados, como ratos de esgoto, cães e gatos. A bactéria costuma penetrar no organismo através de mucosas ou feridas na pele, após o contato com água contaminada em enchentes, poças ou solo úmido, e se dissemina através da corrente sanguínea,

d. Prevenção.
Lave e desinfete com água sanitária ou cloro o chão, móveis, a caixa de água e tudo que tiver entrado em contato com a enchente; Jogue fora os alimentos que entraram em contato com a água contaminada; Ferva a água para consumo e para a confecção de alimentos; Tente não deixar acumular lixo em casa e coloque-o em sacos fechados e longe do chão para evitar a proliferação de ratos.

HANTAVIROSE

a. Sinais e sintomas.
Falta de ar; Febre; Dor muscular; Dor de cabeça; Calafrios; Náuseas; Vômitos; Tosse seca; Mal-estar; Sensibilidade à luz; Pele avermelhada; Pintinhas na parte interna da boca; Pontas dos dedos arroxeadas; Palpitações cardíacas; Pode haver insuficiência renal e proteinúria; Urina excessiva: de 3 a 6 litros por dia.

b. Vetor/reservatório/hospedeiro.
Principalmente roedores, que podem transmitir o vírus para as pessoas através de seus excrementos, como fezes e urina.

c. Transmissão.
Hantavírus é um vírus da família Bunyaviridae, a principal forma de transmissão do hantavírus se dá ao respirar partículas do vírus presentes nas secreções e excreções dos roedores, principalmente urina e fezes. Também é possível contrair a doença através do contato do vírus com mucosas, ferimentos, mordida de ratos, consumo de água ou alimentos contaminados ou manipulação de roedores contaminados em laboratório.

d. Prevenção.
Manter os arredores da casa limpos e livres de vegetações e entulhos; Evitar varrer ou espanar locais que possam ser passagem de roedores, preferindo passar um pano úmido; Ao entrar em locais que permaneceram fechados por muito tempo, procurar abrir janelas e portas para deixar o ar e a luz entrarem; Sempre deixar os alimentos bem estocados e fora do acesso a roedores; Lavar utensílios de cozinha que estejam guardados.

RAIVA

a. Sinais e sintomas.
pequeno aumento de temperatura, perda do apetite, dor de cabeça, náuseas, dor de garganta, cansaço, irritabilidade, inquietude, podem ocorrer sensação de

grande dor ou de anestesia nos locais próximos ao local da mordida do animal; espasmos musculares involuntários, generalizados, convulsões, salivação intensa. surge paralisia, levando a dificuldade respiratória, retenção urinaria e obstipação intestinal.

b. Vetor/reservatório/hospedeiro.
Os animais que podem transmitir raiva aos humanos são principalmente cães e gatos raivosos, todos os animais de sangue quente também podem ser infectados e transmitir ao homem.

c. Transmissão.
A transmissão da raiva acontece através da mordedura de um animal contaminado porque o vírus encontra-se na saliva do animal e penetra na corrente sanguínea do homem, chegando até o cérebro. O vírus também se espalha pelos órgãos e glândulas salivares, sendo eliminado pela saliva da pessoa contaminada.

d. Prevenção.
vacinar todos os cães e gatos com a vacina antirrábica; evitar o contato com animais de rua, abandonados e o contato com animais silvestres, mesmo que estes ainda não apresentem sintomas de raiva.

TOXOPLASMOSE

a. Sinais e sintomas.
Ínguas pelo corpo, principalmente na região do pescoço; Febre; Dor muscular e nas articulações; Cansaço; Dor de cabeça e de garganta; Manchas vermelhas pelo corpo; Dificuldade para enxergar.

b. Vetor/reservatório/hospedeiro.
Para transmitir a doença, o gato precisa ingerir oocistos esporulados de Toxoplasma presente na carne crua de outros animais conhecidos como hospedeiros intermediários ou ingerir oocistos eliminados nas fezes de outro gato infectado. Outros animais como porcos e vacas também podem transmitir toxoplasmose.

c. Transmissão.
É uma infecção causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. A doença é transmitida pela ingestão de alimentos contaminados, consumo de leite não pasteurizado, transfusão sanguínea ou pela transmissão mãe-filho;

Consumo de carne crua de animais contaminados, principalmente porco, boi e carneiro;

d. Prevenção.
Higienizar frutas e legumes que serão consumidos crus; consumir água potável, filtrada ou mineral; Cozinhar bem as carnes e evitar o consumo de carnes mal passadas em restaurantes; Evitar o contato com gatos desconhecidos e lavar bem as mãos se tocar em animais que não conhece.

DOENÇA DE CHAGAS

a. Sinais e sintomas.
Febre; Mal-estar; Inchaço na região da picada do inseto, que geralmente é na face, inchaço das pálpebras dos olhos; Inchaço e dor dos gânglios linfáticos; Pode haver inchaço do baço e do fígado.

b. Vetor/reservatório/hospedeiro.
Barbeiro.

c. Transmissão.
A doença de Chagas é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, que possui como hospedeiro intermediário o inseto barbeiro. Esse inseto, assim que se alimenta do sangue, tem o hábito de defecar e urinar logo a seguir, liberando o parasita, e quando a pessoa coça, esse parasita consegue entrar no organismo e atingir a corrente sanguínea. Outra forma de contágio da doença é o consumo de alimentos contaminados com o barbeiro ou seus excrementos, como caldo de cana ou açaí. A doença também pode ser transmitida através de transfusão de sangue contaminado, ou de forma congênita.

d. Prevenção.
Cuidados com a conservação das casas, aplicação sistemática de inseticidas e utilização de telas em portas e janelas são algumas das medidas preventivas que devem ser adotadas, principalmente em ambientes rurais. A melhor forma de prevenção é o combate ao inseto transmissor.

6. Relacione 15 espécies de mamíferos silvestres que você já observou e identificou pessoalmente na natureza. Para cada um dos relacionados, incluir:

a. Nome.
b. Data da observação.
c. Local.
d. Habitat.
e. Hora do dia.

Exemplo:

LONTRA

a. Nome: Lutra longicudis
b. Data da observação: 14/01/18
c. Local: Zoológico de São Paulo
d. Habitat: Rios e lagos
e. Hora do dia: Manhã
f. Comportamento: Vivem em águas pouco profundas, porque, embora sejam mamíferos aquáticos, passam muitas horas do dia em terra, tomando sol. Apesar de serem animais aquáticos, constroem tocas em terra firme. Algumas cavam o chão na terra para fazer seu esconderijo, mas outras criam ninhos com galhos em encostas rochosas.

Especialidade enviada pelo João Vieira, obrigada!
Se você também quiser enviar alguma, o e-mail é araujogabrielle@hotmail.com 

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